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Ordens Paramaçônicas Juvenis

Nos séculos XVIII e XIX a Maçonaria esteve engajada nas grandes transformações políticas do mundo ocidental, lutando pela liberdade e democracia, principalmente no Continente Americano. Mas já no século XX, com o colonialismo erradicado no Novo Mundo, qual bandeira defender? Qual contribuição dar à humanidade? Talvez era a hora de investir na transformação da sociedade, com vistas ao terceiro milênio. Hora de investir na juventude.

O investimento na juventude, através da criação e desenvolvimento das Ordens Paramaçônicas Juvenis Internacionais,  foi, sem dúvida alguma, a maior obra maçônica no século XX. Trata-se dos únicos projetos sociais de caráter internacional e permanente realizados pela Maçonaria Regular Universal: Ordem DeMolay, Ordem das Filhas de Jó, e Ordem do Arco-Íris para Meninas.

A iniciativa partiu da Maçonaria norte-americana que, através de Frank Sherman Land, deu o primeiro passo no investimento na juventude, com a fundação da Ordem DeMolay, no Missouri. No ano seguinte, surgiu em Nebraska a Ordem das Filhas de Jó, e 02 anos depois a Ordem do Arco-Íris para Meninas, em Oklahoma. Em poucos anos, essas 03 instituições fraternas juvenis espalharam-se pelo mundo, sendo abraçadas por Obediências e Corpos Maçônicos pela América, Caribe, Europa, Ásia e Oceania.

A Ordem DeMolay foi criada com o intuito de ser uma Escola de Liderança. Frank Land dizia que “um DeMolay nunca pode falhar como homem, como cidadão e como líder”. Voltada a jovens do sexo masculino e sem exigência de parentesco maçônico, a Ordem se tornou extremamente popular. Só nos EUA, mais de um milhão de jovens foram iniciados em poucas décadas, formando jovens que se tornaram posteriormente as maiores autoridades civis, militares e religiosas do país, incluindo um presidente da república. A Maçonaria norte-americana também encontrou na Ordem DeMolay o seu próprio futuro: atualmente, as maiores autoridades maçônicas, incluindo muitos Grão-Mestres são Sênior DeMolays. Os núcleos locais da Ordem DeMolay são chamados de “Capítulos”.

A Ordem das Filhas de Jó foi um projeto idealizado por uma senhora chamada Ethel Mick, o qual foi logo abraçado pela Ordem da Estrela do Oriente (voltado para mulheres adultas com parentesco maçônico) e pela Grande Loja de Nebraska. Fundada em 1920, a Ordem das Filhas de Jó é voltada para jovens mulheres entre 10 e 20 anos de idade, e exige parentesco maçônico. Seu objetivo é colaborar na formação moral e espiritual das participantes, através de ensinamentos baseados no Livro de Jó. Os núcleos locais das Filhas de Jó são chamados de “Bethéis”.

Já a Ordem do Arco-Íris para Meninas foi criada em 1922, em Oklahoma, por iniciativa de um maçom, Mark Sexson, em parceria com a Ordem da Estrela do Oriente. Baseada na Ordem DeMolay, a Ordem do Arco-Íris para Meninas tem o objetivo de formar lideranças femininas, e não é exigido parentesco maçônico. Os ensinamentos básicos também são baseados em Sete Virtudes, que diferem um pouco das Virtudes Cardeais de um DeMolay. Os núcleos locais das garotas do Arco-Íris são chamados de “Assembléias”.

Essas três Ordens Paramaçônicas Juvenis Internacionais foram criadas nos EUA, no início do século XX, e compartilham da mesma base ritualística, tendo como referencia o Monitor de Webb, que já havia servido de base para a Estrela do Oriente. Por esse motivo, alguns cargos e suas posições na sala são comuns entre as Ordens, assim como o tipo de circulação nas cerimônias.
Se você é um Maçom e sua Loja ainda não patrocina um Capítulo, Bethel ou Assembléia, pense com carinho na possibilidade de levar o assunto à apreciação dos Irmãos. Sua Loja estará assim participando do maior e mais importante projeto maçônico do mundo. Prédios podem ruir. Hospitais podem falir. Ritos podem sumir. Até mesmo a independência de um país ontem é maculada pela sua dependência financeira e econômica hoje. Mas o investimento em almas, corações e mentes jovens é algo intocável e imortal, que ultrapassa todas as fronteiras. É a garantia de um melhor amanhã.

Texto de Kennyo Ismail

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Ser Maçom

A Maçonaria é a maior e mais antiga Fraternidade no mundo. Reis, presidentes, primeiros-ministros, estadistas, generais, almirantes, líderes, homens comuns foram ou são maçons. Provavelmente você conhece algum e talvez não saiba de todas suas qualidades.

 

A Maçonaria está sempre pronta a admitir no seu seio Homens Livres e de Bons Costumes. A Maçonaria está pronta para admiti-lo se no seu coração se puder responder SIM a algumas perguntas:

  • Acredita que a Honra e a Dignidade são princípios, e que um homem tem a responsabilidade de agir com Honra e Dignidade em tudo que faz?
    A Maçonaria educa nestes princípios. Os maçons entendem que uma vida não alicerçada na Honra e na Dignidade é vazia. Um homem que age sem Honra e Dignidade é menos que Homem.

     

     

  • Acredita num Criador Supremo?
    Um ateu não pode ser maçom. À maçonaria e aos maçons não importa qual a sua religião — essa é uma questão entre você e o seu Deus — importante, é saber se você crê num Criador Supremo. Os nossos trabalhos decorrem à Sua Glória.

     

  • Permite aos outros o direito a convicções, tal como o exige para si?
    A Maçonaria insiste na tolerância — no direito de cada pessoa ter convicções próprias, sejam religiosas, sociais ou políticas.

     

  • Assume o esforço de legar um mundo melhor?
    O homem tem deveres para consigo próprio e para com os que o rodeiam. Tudo deve ser feito para transformar o mundo num lugar melhor, o que significa cuidar do ambiente, trabalhar pelo civismo, ajudando crianças a andar, ver, ler, crescer – o mundo deverá ser melhor depois de por ele passarmos.

     

  • Sente maior gratificação quando oferece?
    O verdadeiro maçom envolve-se com as dificuldades e as necessidades alheias, porque se sente bem quando ajuda. Muita dessa assistência é anônima. Não pretendendo agradecimentos, satisfaz-se a ver alguém ultrapassar uma adversidade com seu apoio.

     

  • Dispõe-se a oferecer auxílio aos seus Irmãos quando necessitem e a aceitar ajuda quando careça?
    Maçonaria é apoio mútuo, não só financeiro, mas também e principalmente moral.

     

  • Sente que a vida é mais que a simples luta pelo sucesso financeiro?
    Os maçons sabem que desenvolvimento pessoal é mais precioso que dinheiro no banco, posição social ou poder político. Estas qualidades frequentemente acompanham o desenvolvimento pessoal, mas não o substituem. São a consequência e não a causa.

     

  • Exerce convictamente a sua cidadania e sente o dever de lealdade à sua Nação?
    Uma nação é forte quando a liberdade, a tolerância, e as oportunidades de desenvolvimento são respeitadas. Um maçom deve respeitar acima de tudo a lei e a autoridade constituída quando ambas são justas e justamente aplicadas.

     

  • Concorda que o Homem deve sentir compaixão pelo semelhante? Que a bondade de coração é importante?
    A Maçonaria reverencia a vida, cultiva a ternura pelos que sofrem, a amizade pelo nosso irmão, quer o bem pelo bem. A maçonaria ensina que apesar de imperfeito, o homem pode sempre melhorar. A maçonaria ajuda a descobrir o potencial para a bondade e para a virtude.

     

  • Pensa que o homem deve esforçar-se para viver irmanado?
    Os maçons entendem a irmandade como uma forma de sabedoria, um elo que mantém os homens unidos. Os maçons acreditam que o homem deve preservar uma atitude de boa vontade, promover a unidade e a harmonia nas suas relações.

 

 

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As Tres Peneiras da Sabedoria

Meia-noite em ponto! Mais uma jornada na construção do Templo terminara. Cansado por mais um dia, Mestre Hiram recostou-se sob o frescor do Ébano para o tão merecido descanso. Eis que, subindo em sua direção, aproxima-se seu Mestre Construtor predileto, que lhe diz:
– Mestre Hiram… Vou lhe contar o que disseram do segundo Mestre Construtor…
Hiram com sua infinita sabedoria responde:
– Calma, meu Mestre predileto; antes de me contares algo que possa ter relevância, já fizeste passar a informação pelas “Três Peneiras da Sabedoria?
– Peneiras da Sabedoria??? Não me foram mostradas, respondeu o predileto!
– Sim… Meu Mestre! Só não te ensinei, porque não era chegado o momento; porém, escuta-me com atenção: tudo quanto te disserem de outrem, passe antes pelas peneiras da sabedoria e na primeira, que é a da VERDADE, eu te pergunto: tens certeza de que o que te contaram é realmente a verdade?
Meio sem jeito, o Mestre respondeu:
– Bom, não tenho certeza realmente, só sei que me contaram…
Hiram continua:
– Então, se não tens certeza, a informação vazou pelos furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a peneira da BONDADE. E eu te pergunto: é alguma coisa que gostarias que dissessem de ti?
– De maneira alguma Mestre Hiram… Claro que não!
– Então a tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira e caiu nas cruzetas da terceira e última; e te faço a derradeira pergunta: achas mesmo necessário passar adiante essa estória sobre teu Irmão e Companheiro?
– Realmente Mestre Hiram, pensando com a luz da razão, não há necessidade…
– Então ela acaba de vazar os furos da terceira peneira, perdendo-se na imensa terra. Não sobrou nada para contar.
– Entendi poderoso Mestre Hiram. Doravante somente boas palavras terão caminho em minha boca.
- És agora um Mestre completo. Volta a teu povo e constrói teus Templos, pois terminaste teu aprendizado. Porém, lembra-te sempre: as abelhas, nas imundícies dos charcos, buscam apenas flores para suas laboriosas obras, enquanto as nojentas moscas, buscam em corpos sadios as Chagas e feridas para se manterem vivas.

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Procura-se um Veneravel

Procura-se um Venerável

Não  precisa  ser perfeito, mas que não seja medíocre. Não precisa ser Grau 33; basta ser Mestre Maçom, precisa gostar de aprender e ter imensa vocação para  ensinar,  principalmente por seus exemplos. Não precisa ser eloqüente tribuno,  mas  deve  falar, calar e agir certo nos momentos certos. Precisa saber  sorrir e não ter pejo de chorar pela infelicidade e dor alheia. Deve conhecer e reconhecer suas limitações e fazer de tudo para superá-las.

Procura-se  um  Venerável,  com  disposição  indomável  para  combater, sem tréguas,  o  vício,  a  corrupção,  o  crime, o lucro fácil e suas próprias ambições  pessoais. Que seja sempre encontrado ao lado dos enfermos, fracos e  famintos de pão e justiça. Que respeite seu próximo independente de cor, posição  social,  credo  ou  idealismo  político. Que respeite e preserve a natureza e os animais.

Procura-se  um  Venerável, para amparar e ouvir seus irmãos, guardando como segredo  de  confissão,  suas  fraquezas,  mas  enaltecendo para todos suas virtudes.   Precisa   gostar   e   conhecer,   profundamente,   Liturgia  e Ritualística,  combatendo  o obscurantismo, a intolerância, o fanatismo, as superstições, os erros, as más lendas e invencionices maçônicas.

Procura-se  um  Venerável, que não encerre os trabalhos por “Um só Golpe de Malhete” para não golpear a egrégora da Loja. Que faça Pompas Fúnebres para os  irmãos  que partiram para o Oriente Eterno, que faça adoção de Lowtons, Loja  de  Mesa,  Confirmação  de  Casamento  e Sessões Magnas Cívicas com a presença  de  profanos  para  difundir  o  ideal  maçônico e que respeite a soberana decisão da Loja e dos altos corpos Maçônicos.

Procura-se  um  Venerável,  não  precisa ter alto status, mas tem que estar despido de todas as vaidades. Que seja ponte-de-união entre Lojas, Irmãos e Profanos,  e nunca espinho-de-discórdia. Pode já ter sido enganado, mas não pode nunca ter enganado. Deve saber perdoar e saber pedir perdão.

Procura-se um Venerável, não precisa ser financeiramente rico, mas não pode ser  espiritualmente pobre. Precisa ser puro de sentimentos e deve ter como o  grande  ideal  de  sua vida a Maçonaria. Deve prestar auxílio aos Irmãos visitantes  e  fazer com que os mesmos se sintam como se estivessem em suas lojas.

Procura-se   um   Venerável,  para  incentivar  a  presença  e  o  trabalho filantrópico  das  Cunhadas  e  Sobrinhas.  Que  se preocupe com a educação Profana e Maçônica dos sobrinhos de hoje que deverão ser Maçons do amanhã.

Procura-se  um  Venerável,  que  não  dê o valor a parâmetros luxuosos. Que goste  mais  de  encargo  do que de cargos e pompas, mas que desempenhe com abnegação e fidelidade todos os encargos de tão nobre cargo. Que ao término do  seu mandato prefira ser Cobridor Externo, em vez de Venerável de Honra.

Pode  ser eleito pela primeira vez e admite-se até que o reeleito não tenha sede de perpetuar-se no poder.

Procura-se  um  Venerável,  que, imitando o apóstolo Pedro, seja e ensine a seus Mestres a serem pescadores de homens no mundo profano.

Procura-se  um Venerável, que gosta de ser chamado de irmão e que realmente sinta em seu coração toda a vibração e plenitude do que é ser um verdadeiro irmão.

Procura-se  um  Venerável,  que  não  viva  preso  às lendas e histórias da Maçonaria  do  passado,  mas que escreva a mais bela página da Maçonaria do presente.

Procura-se um Venerável, que nos abrace por T\V\T\, sorrindo, chorando ou enxugando  nossas  lágrimas,  para  termos  a  inabalável  certeza de que a Maçonaria  é  realmente,  a  imaculada  Escada de Jacó que eleva o homem da Pedra Bruta à presença da mente cósmica universal.

P.S.  -  Os  interessados que julgarem aptos para tão árduo encargo e nobre missão,  por  favor,  apresentem suas aspirações, plataformas de trabalho e comprovantes  de  boas atividades maçônicas, na Ordem e no mundo profano no Saco de Propostas e Informações da Loja.

 

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A Corda

E ra uma vez dois países, cortados por um rio, rápido, largo, perigoso, no qual muitos se afogavam ao tentar atravessá-lo. Em um país fluía o leite e o mel – era chamado o país da felicidade. O outro, rasgado por brigas e devastado pela preocupação, era chamado o país da infelicidade.

Um dia um homem observa aquele meio e, por Amor, resolve fazer alguma coisa.
- Vou esticar uma corda de uma margem à outra. Mesmo que eu morra ao enfrentar os perigos do rio, não importa. No futuro, outros poderão apanhar a corda, atravessar o rio com segurança e atingir o país da Felicidade.

Esse homem executa o seu projeto: encontra uma corda, amarra uma das extremidades em uma árvore, agarra a outra ponta e mergulha na correnteza, lutando contra as ondas.

No meio da espuma e dos redemoinhos, caçadores confundem-no com um animal e atiram nele, ferindo-o mortalmente. Mas num último esforço, o homem consegue atingir a outra margem e amarrar a corda a uma árvore. Pela falta de discernimento dos caçadores, morre, mas não antes de atingir o seu objetivo.

A partir desse momento, tal homem de coragem foi reverenciado por todos, que diziam:
- Ele morreu para nos salvar; é digno do nosso amor.
Na verdade, rendiam-lhe homenagens. Todos o faziam. Mas poucos seguiam o seu exemplo.
- Se segurarmos a corda, não corremos o risco de nos afogar… Mas… a água está tão fria e o rio é tão largo…! O perigo da travessia continua grande!

E assim, no decorrer dos anos, a corda foi esquecida. Coberta de algas e de galhos, não era mais visível. Porém, o culto ao herói sobreviveu: o povo construiu monumentos em sua memória, cantou hinos em sua honra e continuou evocando o seu nome, pelo grande amor que aquele ser lhes havia dedicado.

Vieram as gerações: a segunda, a terceira, a quarta… Oradores, cientistas e letrados falavam das virtudes do herói e diziam como que, morrendo, ele salvara os homens. Mas nunca mais se falou da corda jogada por cima do rio. Tinha sido completamente esquecida.

Os argumentos, os discursos e os ensinamentos dos chamados “sábios” acabaram criando uma grande confusão. Superstições proliferaram e raros foram os que conseguiram distinguir a Verdade.

Oradores declaravam: Por que esta disputa? A única coisa necessária é adorar o herói como um Deus e acreditar que ele morreu para a salvação de todos. E eis que quando nós morrermos, entraremos sem dificuldades no país da felicidade. Se o nosso corpo nos proíbe, por enquanto, a travessia do rio, após a morte a nossa alma voará para o outro lado. O amor, a potência e a coragem do herói eram tão grandes que tudo o que pedirmos ao seu espírito ele nos concederá se demonstrarmos bastante amor.

Quando o povo ouviu isto, sentiu uma alegria imensa e cobriu de honrarias os oradores, falando: Grande é a sua sabedoria, pois nos mostram um caminho fácil. É simples: adorar, rezar e solicitar ao nosso herói a salvação na hora da nossa morte. Portanto, agora, comamos, bebamos, sejamos alegres e aproveitemos da melhor maneira a nossa estada no meio onde estamos.

Nesse meio tempo o espírito do herói contemplava os seus irmãos com tristeza, escutando as suas orações e súplicas. Eles haviam esquecido a corda que ligava o país da infelicidade ao da felicidade e que havia custado a vida do herói, para deixar a todos o exemplo de Coragem e o caminho da Paz, que passa pela educação do coração e pela vontade de amar a todas as criaturas.

Aquele povo perdera a chave que lhes permitiria ler as palavras daquele herói e de outros que existiram antes dele. Liam com os olhos da carne, em vez de lerem com os olhos da alma.

Ainda surdos para ouvir, não conseguiam escutar o herói que continuava a clamar:

- Acorda!      A corda!!  A corda !   A corda !      Acorda !!!
(autor desconhecido).

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O “LILICO ESTAVA CERTO”

O LILICO ESTAVA CERTO

 

“Se gritar pega ladrão

Não fica um meu irmão,

Se gritar pega ladrão

Não fica um … “

 

Ontem, dia 09 de Novembro, assistimos assustados à veiculação da notícia de que o Banco Panamericano ( ligado ao grupo Silvio Santos) precisou de recursos de um fundo de crédito estabelecido para emergências.

Isto ocorreu porque o banco emprestou muito mais dinheiro do que podia e, virtualmente quebrou.

Até ai nada de mais ou anormal, não fosse a peculiaridade deste banco, que opera na linha de crédito de financiamentos populares para compra de carros, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que recentemente foi alvo de um movimento de compra por parte da Caixa Econômica Federal que adquiriu 49% do seu capital votante.

A pergunta é: Como a Caixa Econômica Federal, com aval do Banco Central, comprou um banco quebrado que praticou fraude contábil ?

A resposta, bem fácil de entender, nos leva ao grande humorista Lilico que sob acompanhamento de seu tambor gritava ao sair de cena, os versos do samba acima, junto com o seu “Tempo Bom, não volta mais, saudade…”, no programa dirigido pelo saudoso Manoel da Nóbrega “ A praça da Alegria”, na época apresentada na TV Record e que curiosa e coincidentemente agora é apresentada com o título de “A praça é Nossa”, por seu filho no SBT ( canal do Silvio Santos , dono do Panamericano ).

Mas vamos lá:

O governo, para fabricar seu “milagre econômico/eleitoral” alardeou o gigantesco crescimento social das classes C, D, E, F, G e H para a classe média, constatado pelo consumo cada vez maior de bens duráveis como automóveis e eletrodomésticos ( lembremo-nos de que nos Estados Unidos antes da crise eram casas ) financiados por condições especiais e com um endividamento de longuíssimo prazo, proporcionado fraudosamente por bancos como o Panamericano.

Para evitar a quebra e manter acesa a chama do populismo em que as classes C e D almejam alcançar o patamar B, o governo fez vista grossa e de lambuja participou da fraude, drenando recursos do povo que paga impostos e poupa, para não só comprar, mas ampliar a “ação social” do referido banco privado.

Agora consigo até entender o porque do convite feito por Silvio Santos para o Lulla participar do Teleton e o porque de seu apoio à candidatura Dilma.

Mas sou um otimista, acredito na democracia e na força do Congresso Nacional, onde espero poder ver o recém eleito Deputado Tiririca, ao chegar à tribuna, ter a grandeza de propor uma homenagem a seu colega e profeta Lilico.

 

Professor Orosco

 

 

 

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